Foram quarenta e quatro os participantes numa memorável viagem à descoberta do arquipélago da Madeira, da sua riqueza cultural, patrimonial e gastronómica, organizada pela SBC, e da razão pela qual a ilha da Madeira é justamente considerada a “Pérola do Atlântico”. A viagem, decorrida entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro, proporcionou dias repletos de descobertas, convívio e boa disposição.

Logo à chegada, a Madeira mostrou porque conquista corações: montanhas que mergulham no mar, vales profundos cobertos de verde e uma hospitalidade que faz com que cada visitante se sinta em casa. É uma ilha onde as tradições se cruzam com a modernidade, onde a natureza impera, mas o homem soube criar raízes fortes e singulares.

Foram muitos os postais inesquecíveis desta viagem. Em Santana, as célebres casas de colmo, uma herança das primeiras construções da ilha, feitas para resistir ao frio e à chuva, serviram de pano de fundo para fotografias e recordações. Em Porto Moniz, as piscinas naturais formadas por rochas de origem vulcânica convidaram ao espanto; em Câmara de Lobos, vila piscatória que inspirou Winston Churchill a pintar as suas paisagens, os barcos coloridos e o ambiente descontraído deixaram a sua marca. O Cabo Girão, com o seu miradouro de vidro, o célebre skywalk, a 580 metros de altura, arrancou suspiros e alguma coragem extra a quem ali se aventurou. Já na Ribeira Brava, o areal escuro recordou a origem vulcânica da ilha, e em São Vicente a imponência da paisagem transportou os participantes para uma Madeira mais bravia e autêntica.

Houve ainda tempo para a tradição da fotografia junto à cascata do Véu da Noiva, um cenário natural que parece saído de um postal antigo, e para percorrer o teleférico até ao Monte, onde os jardins tropicais do Monte Palace encantaram com a sua diversidade de cores e espécies. Para completar a experiência, haveria como resistir a experimentar os célebres carros de cesto, descendo as encostas do Funchal num misto de adrenalina e gargalhadas, uma tradição secular que continua a ser uma das imagens de marca da ilha?

A viagem estendeu-se também até ao Porto Santo, a “Ilha Dourada”, cujo nome se deve à cor quente das suas areias, que contrastam com o azul profundo do mar. Para além da beleza paisagística, há quem garanta que estas areias têm propriedades terapêuticas, sobretudo no alívio de dores ósseas e musculares. A travessia de ferry no Lobo Marinho acrescentou um sabor de aventura, seguida de uma visita guiada pela ilha, onde encontramos a Casa-Museu de Cristóvão Colombo, passando pelos seus miradouros que nos dão uma panorâmica completa da ilha, e, claro, pelos nove quilómetros de praias que fazem as delícias de quem procura descanso e mar cristalino.

A gastronomia foi outro ponto alto: desde o bolo do caco ainda quente com manteiga de alho, ao atum fresco, à tradicional espetada, ao singular peixe-espada preto, pescado a mais de mil metros de profundidade, quase exclusivo destas águas, sem esquecer a doçura tropical do pudim de maracujá. A experiência seria incompleta sem uma prova dos vinhos da Madeira, conhecidos internacionalmente há séculos e da famosa poncha, a bebida criada pelos pescadores que se tornou um símbolo de convívio e boa disposição. Para outros, a descoberta da regionalíssima Brisa de Maracujá.

Entre uma refeição e outra, entre um miradouro e uma história partilhada, a viagem foi também feita de momentos de amizade e de boa companhia. Os sócios da SBC não só descobriram a Madeira, como também esta viagem em grupo, alicerçou a partilha de experiências e impressões, e o prazer de nos divertirmos juntos e de criar memórias para além das fotografias.

De acordo com vários participantes, esta foi uma experiência enriquecedora, divertida e surpreendente. Uma viagem que mostrou que a Madeira não é apenas o Funchal, mas uma ilha feita de muitos rostos, de muitas freguesias e de inúmeras tradições que continuam vivas. E se há algo que todos trouxeram na bagagem, além das lembranças e sabores típicos, foi a certeza de que a Madeira é um destino para voltar.

Foi, em suma, uma jornada que reforça a vontade do SBC em continuar a apostar na organização de programas de Tempos Livres, capazes de juntar associados e familiares em experiências memoráveis. O sucesso desta viagem incentiva já a sonhar com os destinos do próximo ano, quem sabe tão surpreendentes quanto a Madeira, mas certamente sempre com o mesmo espírito de convívio e descoberta.

Veja AQUI algumas das fotografias desta fantástica viagem!

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