
O SBC marcou presença nas comemorações do 1.º de Maio promovidas pela UGT, no Jamor, com uma forte participação de associados, reafirmando o seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores.
Foram dezenas de sócios, provenientes dos distritos de Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, que responderam ao apelo da Direção do SBC para uma mobilização expressiva nesta data de grande significado para o movimento sindical.
A participação do SBC teve como principal foco a contestação às alterações ao Código do Trabalho que o Governo pretende implementar, consideradas um ataque aos direitos conquistados e um fator de desequilíbrio nas relações laborais.
Num contexto marcado por fortes preocupações quanto ao futuro do trabalho, os associados do SBC juntaram-se às celebrações e ações de luta, reforçando a importância da unidade sindical e da mobilização coletiva como instrumentos essenciais para travar medidas lesivas dos trabalhadores.
O 1.º de Maio voltou, assim, a afirmar-se como um momento de intervenção, resistência e afirmação de valores, com o SBC a destacar-se pela sua capacidade de mobilização e pelo compromisso ativo na defesa de trabalho digno, com direitos e com futuro.
UGT não cede na reforma laboral e acusa Governo de promover retrocesso nos direitos
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, afirmou no 1.º de Maio que a central sindical não aceitará as chamadas “traves mestras” da reforma laboral proposta pelo Governo, considerando que as mesmas representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.
No discurso proferido nas comemorações realizadas no Jamor, Mourão foi claro. A UGT “não cedeu e não vai ceder” em matérias que considera fundamentais, sublinhando que a proposta apresentada pelo executivo continua a ser “profundamente danosa” para quem trabalha.
O líder sindical criticou o processo negocial, classificando-o como desequilibrado e marcado por tentativas de “pressionar, dividir e fragilizar” a central sindical. Ainda assim, destacou a unidade da UGT ao longo de todo o processo, recordando o “rotundo não” ao anteprojeto apresentado em 2025 e a disponibilidade demonstrada para a luta, incluindo a convocação de uma greve geral.
Mário Mourão rejeitou a ideia de que os problemas da economia portuguesa estejam nos trabalhadores, apontando antes falhas estruturais como a má gestão, a falta de formação e a ausência de uma justa valorização salarial. Defendeu que Portugal deve competir pelos melhores salários e condições de trabalho, e não por baixos custos laborais.
O secretário-geral da UGT deixou também um aviso político claro de que a responsabilidade por um eventual fracasso nas negociações será do Governo, acusando o executivo de insistir numa agenda que não responde aos reais problemas dos trabalhadores nem das empresas.
Apesar das críticas, reafirmou a disponibilidade da UGT para o diálogo, mas apenas para soluções que sejam efetivamente favoráveis aos trabalhadores e ao país.


