Por que devem os bancários juntar-se à greve?
Contratos a termo sem travões
Com o “Trabalho XXI”, a banca ganha carta branca para multiplicar contratos a termo.
Mais tempo a prazo, mais anos de incerteza, mais vidas congeladas.
E se achas que isto já é mau, prepara-te, porque há mais:
– possibilidade de redução salarial;
– faltas justificadas podem passar a não ser pagas.
Para quem está a começar carreira na banca, a “modernização” é isto: menos proteção, mais pressão.
Atenção à parentalidade
Se és bancário e tens filhos, esta reforma também te vai afetar, e muito: há condicionamentos nas faltas e nas licenças que podem tornar ainda mais difícil conciliar o trabalho com a vida familiar, especialmente em momentos críticos da parentalidade.
Despedimento sem reintegração
Mesmo quando um tribunal considera que o despedimento foi injusto, a empresa deixa de ser obrigada a reintegrar o trabalhador.
Sim: podes ser despedido ilegalmente e, ainda assim, o banco não ter de te receber de volta. Chamam-lhe “flexibilidade”. Para os trabalhadores, significa vulnerabilidade total.
Outsourcing sem limites
Um banco pode despedir trabalhadores e no dia seguinte contratar uma empresa externa para fazer exatamente o mesmo trabalho.
Eventualmente até com os mesmos trabalhadores despedidos, mas com menos direitos, menos salário e menos proteção. É o regresso à precariedade embrulhado em discurso de modernidade.
Contratação coletiva enfraquecida
O anteprojeto facilita a caducidade das convenções coletivas.
Traduzindo, o que hoje está garantido, horários, categorias, progressões, direitos diários, amanhã pode desaparecer numa simples revisão ou num “não acordo”.
É a porta aberta para que cada banco decida como quiser, quando quiser. Um retrocesso que não se via há décadas.
Direito de greve mais limitado
Com o alargamento dos serviços mínimos, a capacidade de pressão por parte dos trabalhadores diminui. É um sinal claro: querem tornar a greve uma arma com menos eficácia.
É esta a “modernização” que o Governo promete?
Participa na greve!
A greve geral não é uma medida extrema, é um instrumento de defesa e dignidade.
Dia 11 de Dezembro, todos à greve!
Conheça AQUI as principais razões pelas quais o SBC se solidariza com esta Greve Geral


